Natal: celebrar ou demonizar?

Certa vez, uma irmã declarou que não bebia Coca-Cola porque a empresa responsável por sua fabricação divulgava símbolos da Nova Era. Um palestrante que participava de um dos Encontros da nossa igreja olhou para a calça que ela vestia e perguntou: “É mesmo? Mas você sabia que a calça que você está usando é fabricada por uma empresa que tem como proprietário um casal de homossexuais?”

Se considerarmos a origem de todas as coisas, atribuindo a cada uma delas um verniz espiritual, provavelmente, ficaremos sem comer, sem nos vestir e sem poder freqüentar um número inacreditável de lugares. Por exemplo, no nosso dia-a-dia, nos shoppings e ‘fast-foods’ da vida, quantos pratos e lanches degustados foram preparados por mãos espíritas, idólatras ou ocultistas? Quantas marcas de roupas compradas alegremente nas lojas da moda nasceram e são mantidas por pactos satânicos? Quantos lugares freqüentados por cada um de nós foram consagrados a deuses estranhos ou já abrigaram práticas espúrias aos olhos do Evangelho? Quem não sabe, por exemplo, que vários cinemas que exibiam filme pornô ou que apresentavam peças de sexo explícito atualmente sediam igrejas cristãs?

Como informei no artigo “Ouvir ou não ouvir? Eis a questão”, muitos dos hinos tradicionais que cantamos hoje possuem letras cristãs colocadas sobre melodias que um dia foram música secular. Um exemplo é o Battle Hymn, da guerra civil americana, que era um hino militar e ganhou uma letra cristã (conhecida como “Vencendo Vem Jesus”). Também existem hinos nacionais, como o da Inglaterra, que ganharam letras cristãs ou porções de música clássica. Provavelmente, a melodia de “Amazing Grace” também era secular, emoldurada, depois, por uma letra ‘golspel’.

Escrito isso, ingresso no tema que desejo considerar: o Natal. Para alguns, os cristãos não devem celebrá-lo em função de sua origem pagã. Dizem eles que o ‘25 de dezembro’ era a data do nascimento de Mitra, considerado o deus Sol. O dia teria sido ‘cristianizado’ quando o imperador romano Constantino, o Grande, converteu-se, tornando o cristianismo a religião oficial de Roma. A estratégia foi uma forma encontrada por ele para render-se ao avanço dos cristãos, mantendo assegurada, ao mesmo tempo, a sua idolatria. Não duvido que tenha sido assim. Só que no dia 25 de dezembro, nós, cristãos, não prestamos culto a Mitra ou a qualquer engano parecido com ele. Utilizamos essa data para lembrar, reverenciar e agradecer a Deus pelo nascimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Aliás, como lembra Hermes Fernandes, no seu excelente “Natal, celebrar ou não?”, a árvore natalina foi criada pelo grande reformador protestante Martinho Lutero. “Ele escolheu o pinheiro por ser a única árvore capaz de resistir ao intenso frio do inverno alemão, sem perder suas folhas. As bolas utilizadas para enfeitar a primeira árvore de Natal representavam, segundo ele, os frutos do Espírito na vida cristã”, lembra o teólogo.

No seu artigo, Fernandes destaca ainda um número enorme de situações que teríamos que abolir se resolvêssemos levar essa história da origem das coisas ao pé da letra. Por exemplo, o que fazer com o Ano Novo? Com os aniversários? Com os dias da semana? ou com os meses de Julho e Agosto, batizados com esses nomes para reverenciar Júlio e Augusto, imperadores romanos que se proclamavam deuses absolutos?

Por último, e fazendo uso da analogia, nunca é demais lembrar de I Timóteo, 4, 5, passagem que nos garante que, “pela palavra de Deus e pela oração, podemos santificar todas as coisas”.

Sem nenhum temor, sem qualquer tipo de vacilação e, sobretudo, sem medo de estar ofendendo a santidade de Deus, nós, cristãos amadurecidos, podemos desejar para nossos irmãos um “Feliz Natal e um 2010 repleto da presença do Senhor”.

 (extraído do blog Evangelho da Graça e publicado com autorização do autor)
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8 Respostas para “Natal: celebrar ou demonizar?

  1. James,

    È para todos aqueles que usam a Bíblia de acordo com a sua conveniência. Você faz isso? Se faz, a carapuça pode lhe caber, basta você querer. Se não faz, fique tranquilo.

    Um abraço!

  2. .

    Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados, amada em Cristo.

    Irmã Silvinhamrr,

    Permita-me usar seu exímio espaço para “dilacerarmos” alguns comentários.

    Assim, gostaria de questionar ao Costa Moreira se é em referência a minha participação quando diz:

    – “Quem tem tanto zelo pela Bíblia, refutando que lhes acrescentem coisas”

    ????????

    Fraternalmente.

    James.
    http://jesusmaioramor.blogspot.com/


    ..
    .

  3. Silvinha,

    Obrigado pelos doces e imerecidos comentários. Você é sal. Eu quis dizer que, tentando afirmar que há um exagero do dito cristão, o autor do texto enumerou uma série de preconceitos.

    Os cristãos conhecem a igreja que forjaram para Cristo mas não conhecem ao próprio Cristo. E não conhecem porque não querem, pois os Evangelhos estão presentes em todas as Bíblias que alguns carregam mais como apoio ao suvaco do que por vontade de conhecer a Deus…
    Infelizmente, alguns adoram se proclamar “evangélicos” e censurar aqueles que fogem dos seus jugos pesados e fardos onerosos. Mas Jesus bem disse que veio para que os cegos vissem e os que vêem se cegassem.
    O evangélico típico de hoje é o fariseu de ontem. Se se defrontassem hoje com o Jesus dos evangelhos, não pensariam duas vezes em atirar-lhe pedras, da mesma maneira que fazem com aqueles que consideram pecadores.
    Vão fazer o mais importante da lei, que é a fé, a misericórdia e a justiça e deixem quem quiser comemorar o natal, comemorar. Não aponte-lhes o dedo, pois são pecadores, mesmo que não se assumam como tal.
    Quem tem tanto zelo pela Bíblia, refutando que lhes acrescentem coisas, deveria começar por extinguir a excrescência do dízimo pastoral, aquele que toma 10% mensal do salário das viúvas, não presente em nenhuma parte da Bíblia.
    Antes de criticar quem comemora o natal, lutem para que o aniversariante seja mais lembrado. É por culpa da intolerância de muitos que se dizem cristãos que Jesus foi trocado por Papai Noel.
    Leiam e pratiquem os evangelhos, sigam de verdade ao único senhor, Jesus Cristo. Se vocês fizerem a sua parte, amando o próximo como Jesus ensinou, todo dia será natal.

  4. .

    Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados, amada em Cristo.

    Irmã Silvinhamrr,

    O que estão arrumando para justificar que os evangélicos celebrem o “natal”???

    Quando se lê neste texto: “Utilizamos essa data para lembrar, reverenciar e agradecer a Deus pelo nascimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”

    Podemos notar que a falta de entendimento da Palavra de Deus está sempre em último plano…

    Não há relatos bíblicos onde Jesus requer “festinhas” em “25 de dezembro” como Seu nascimento. Isto basta!!!

    Além do que, esta afirmação está sendo além das Sagradas Escrituras, e o Senhor repreende aqueles que querem acrescentar qualquer coisa a Bíblia [Apocalipse 22.18].

    Aliás, sobre 1Timóteo 4, relembremos o texto bíblico (que vem em bom momento):

    1 Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
    2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;

    Deus a abençoe e aos seus ricamente, e por sua amável visita ao nosso humilde espaço.

    Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.

    Fraternalmente.

    James.
    http://jesusmaioramor.blogspot.com/


    ..
    .

  5. Oi Silvia,

    Ótimo post,na verdade o que faz o homem é o que sai de sua boca e não o que entra nela, sabemos que 25/12 era uma data consagrada ao rei sol, mas p/ nós isso não vale nada.Somos do Senhor.
    Bjos e Feliz Natal.
    2010 Cheio de paz e sucesso!

  6. Paz Costa!

    Pelo que entendi quando li esse texto em outro blog, foi que o autor quis dar a entender justamente que, muitos cristãos evitam frequentar certos lugares ou assistir determinados programas ou até mesmo vestir certas roupas por acharem que as mesmas são consagradas e coisas do tipo.
    Compreendi qyue o autor quis mostrar que não podemos ser tão radicais e irracionais até em alguns pontos por demonizar tudo o que vemos pela frente.
    Foi essa minha comprensão do texto.

    Abraço grande e muito obrigada pelo seu comentário 🙂 Sempre que grande valia!
    Silvinha
    1912092333smrr

  7. Sinto vergonha de ser cristão lendo um texto destes, minha querida Silvinha. Será que esta pessoa que escreveu estas barbaridades, mesmo com boa intenção, não leu nos evangelhos que Jesus se relacionava (e até preferia a companhia) com os maiores pecadores de Jerusalém?
    Jesus nunca se importaria de vestir uma roupa feita por homossexuais…

    Ah se os cristãos lessem e discernissem sobre o que está nosevangelhos…
    Ah se eles conhecessem a Cristo….

    Um forte abraço, minha irmã e fica com Deus!

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