Jesus – parte 7

Série: O RELACIONAMENTO TRANSFORMADOR DE JESUS / Tema: Jesus ia ao encontro das pessoas e transmitia o Evangelho.

Jesus tinha um coração compassivo e não fazia distinção entre as pessoas. Se relacionava com pessoas simples, do povo, a maioria pobres financeiramente, mas sem jamais excluir os privilegiados; se interessava, amava e buscava estar em contato com os marginalizados pela sociedade e pelas instituições religiosas da época e também com as crianças. (Consulte: Lucas 7.36-50 / Lucas 19.1-10 / João 8.3-11 / Marcos 16.9-11 / Mateus 9.35 / Marcos 6.56 / João 2.1-11 / João 7.37-44)

Quando tomou a forma humana passou pelas mesmas coisas que passamos: inquietações, cansaço, solidão e necessidades humanas. Mas era também um Deus compassivo que, mesmo aprendendo a ser como nós, fazia com que Ele estivesse sempre em busca de comunicar as boas novas.

Ele ia onde as pessoas estavam, ensinava em qualquer lugar, não se limitando somente às sinagogas. E onde encontrava pessoas como nós, doentes espiritualmente (ou seja: todos!), Ele partilhava do sofrimento, aflição, medos e angústias dessas pessoas e então ministrava Sua Graça restauradora que cura e liberta verdadeiramente.

Uma das maneiras com que Cristo expressava seus sentimentos compassivos de forma prática e transparente – e não de um jeito sentimentalista como geralmente nós nos utilizamos – era tocando as pessoas. Nos Evangelhos a palavra toque aparece 30 vezes, sendo que dessas, 18 eram relacionadas à Jesus tocando ou sendo tocado por alguém. (Veja alguns exemplos: Lucas 6.17-19 / marcos 6.56 / Mateus 14.34-36 / Lucas 8.54-56 / Lucas 17.11-17 / Lucas 8.44-46)

Ele só podia amar tocar aquelas pessoas pois as amava realmente, pois Era desprovido de qualquer preconceito, sem estigmatizar ou pré-julgar qualquer ser humano devido às suas posturas; tanto que acolheu em Seu ministério Simão, o zelote, que foi um revolucionário filiado a um partido político de extrema esquerda e também o publicado Mateus, que era um direitista reacionário que servia ao Império Romano e era considerado por todos como um traidor, por cobrar impostos de seus próprios compatriotas.

Por ser só AMOR, Ele podia tocar as pessoas de forma física e também espiritual e achegava-se as pessoas que eram tidas pela religião oficial como indignas. Em Lucas 5.29-30 vemos que Ele sentou-se à mesa para comer com pecadores, o que pra Ele era indiferente, pois sabia perfeitamente diferenciar o pecado e o pecador. Também esteve com uma pessoa possessa por muitos demônios (vide Marcos 5.1-14); conseguiu romper com a inimizade entre o povo judeu e os samaritanos, como podemos ver em João 4.9; visitou a casa de um representante do poder político que oprimia o povo: Lucas 7.2-6.

Onde Jesus ia, Ele abençoava as pessoas através de Seus ensinos, proclamando o Evangelho do Reino e do Seu toque (que encorajava, abençoava e curava). As pessoas se tornavam sãs quando eram tocadas por Ele e através de parábolas Ele conseguia transmitir verdades abstratas à todos os povos, independente do grau de instrução de cada um, pois utilizava de exemplos conhecidos por eles, como: um semeador, um pastor e suas ovelhas, um filho e seu pai, grão de mostarda, moeda perdida,… Sua ministrações eram todas baseadas em coisas que Ele já havia feito e ansiava que todos fizessem. Ele usava de informalidade para pregar, indo a diversos locais (Mateus 5.1 / Lucas 4.16-27 / Marcos 4.1); era sempre criativo e espontâneo e apesar desse Seu método ser diferente da maioria dos líderes, Ele conseguia ser reconhecido com e como autoridade quando pregava (Marcos 1.22). pra que Suas mensagens ficasem gravadas no coração dos ouvintes, Ele usava de perguntas para atrair a atenção deles (Marcos 4.30), para provocar uma reflexão profunda (João 3.13), para incentivar às convicções de cada um (João 21.15-17) e também para ganhar pontos a Seu favor quando ocorriam debates (Mateus 22.42).

As verdades que Jesus declarava eram sustentadas pelo Seu caráter íntegro e equilibrado. Todos os ensinamentos do Novo Testamento estão alicerçados nos de Jesus, que era a própria personificação do que ensinava e foi o que baseou os apóstolos a construírem e executarem seus próprios métodos de pregação.

Cada alma significava e significa muito para Jesus e como Ele não precisou adaptar Seus ensinos à modismos ou à moldes ultrapassados já naquela época, Ele quebrava paradigmas para transmitir Sua mensagem, mas sempre de maneira completamente lícita e legítima. Quando Ele disse: “Ide e pregai…”, “ensinando todas as coisas que vos tenho ordenado” e “curai os enfermos” é porque Ele já havia feito tudo isso e foi dessa forma, pelos exemplos reais, que os discípulos aprenderam, conforme podemos notar no livro de Atos dos Apóstolos, de seu início ao fim, trata dos exemplos do Mestre Jesus.

Além de Suas pregações e do Seu toque, Jesus anunciava a misericórdia do Pai e Sua divindade através de milagres (João 2.11 / Mateus 14.33 / Lucas 5.8) e de curas, que mostrava também o interesse de Deus pelo bem-estar das pessoas (Mateus 4.23 / Lucas 7.16-17 / Lucas 9.43 / Marcos 1.27-28 / João 11.45). Com o episódio das crianças (Marcos 9.36-37) Jesus exemplifica que uma atitude tem bem mais valor do que apenas um ensino teórico e na passagem do lava-pés (João 13). Ele causou grande impacto entre os discípulos ensinando como a ser de verdade um servo.

O objetivo de Cristo era que Seus ensinos e atitudes penetrassem até os mais duros corações. Temos dois bons exemplos disso: a parábola do semeador (Marcos 4.1-9) é a história de um palestino que foi semear e nos versos 10 a 20 vemos a interpretação dela:

– a semente é o Evangelho;

– o semeador é quem anuncia o Evangelho;

– os tipos de solo representam os tipos de coração daqueles que ouvem o Evangelho.

No caso da outra tão conhecida passagem do filho pródigo (Lucas 15.11-14) sabemos que é a história de um pai que é abandonado por seu filho mais novo, este em posse de sua parte da herança que lhe foi adiantada; e mais tarde ele perde tudo o que tem, tornando-se miserável e querendo retornar à casa do pai, nem que fosse como empregado. Observamos que Jesus nos mostra aqui que:

– o pai é Deus que ama a Seus filhos e dá a ele livre escolha na vida;

– o filho pródigo são os pecadores arrependidos;

–  o filho mais velho representa os escribas, saduceus e fariseus (de ontem e de hoje) que não conseguem compreender que Deus aceita os pecadores de volta.

REFLEXÃO PRA SEMANA:

Não precisamos ser exímios na arte de falar e ensinar para sermos como Jesus e usar Seus princípios. Devemos ser como Ele é e como as pessoas gostam de se comunicar: simples, claros e objetivos.

O “toque” de Jesus tinha 3 propósitos:

1) Encorajar (Mateus 17.7-8)

2) Abençoar (Mateus 19.13-15)

3) Curar (Mateus 12.9-13)

Quando foi a última vez que “tocamos” alguém de forma verdadeiramente significativa?

RESUMO DA SÉRIE:

Jesus demonstrou equilíbrio humano através de Suas pregações e ensinamentos, pois eram marcados pelo bom senso e realismo. Realismo é quando não espiritualizamos aquilo que é essencialmente físico e não humanizamos o que é essencialmente espiritual. As curas que Jesus realizou foram sempre um componente essencial para Seu ministério, porque revelavam o quanto Ele valorizava a alma das pessoas. Jesus nunca fez acepção de pessoas e separava claramente o pecado do pecador e se relacionava tanto com os publicanos – que eram os cidadãos judeus que serviam ao império romano cobrando impostos de seus compatriotas – como com os pecadores – que eram os judeus não praticantes do judaísmo ou das leis rabínicas -. Jesus desenvolveu um ministério baseado em 3 pontos fundamentais: pregação, ensino e cura e sempre que Ele dizia a alguém para fazer algo, é porque Ele mesmo já havia feito tal coisa. Algumas características do Seu método de ensino eram a simplicidade, a informalidade, as ilustrações, a autoridade e os questionamentos. Cristo comunicou a misericórdia de Deus através de milagres e curas.

(Autoria do resumo: Sílvia Mª Rizzuto Rosa)

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Uma resposta para “Jesus – parte 7

  1. Nenhum homem jamais realizou os milagres de Jesus os quais incluem restauracao da visao ao cego ressuscitar mortos uma menina Lazaro o unico filho de uma viuva transformacao da agua em vinho cura de um paralitico expulsao de demonios daqueles que se encontravam possuidos ordem a uma legiao de demonios para entrarem uma manada de porcos cura de um leproso e de uma mulher com hemorragia de doze anos alimentacao de cinco mil pessoas com cinco paes e dois peixes caminhar sobre as aguas ordenar ao vento e as ondas para cessarem. Mais tarde Ele novamente se alimentou com peixe em companhia de trezentas pessoas. Ele entao lhes disse Sao estas as palavras que vos disse estando ainda convosco Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moises e nos profetas e nos Salmos Lucas 24 44 . A vida de Jesus foi escrita por testemunhas ou pessoas que registraram em primeira mao os depoimentos.

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