Discípulos de Quem?

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A pergunta que faço hoje é: Se somos cristãos, somos discípulos de Cristo, então por que  na maioria dos púlpitos do sistema denominacional  não é pregado o evangelho, a vida de Cristo, a humildade, o amor verdadeiro sem interesse? Por que não é pregado o perigo das riquezas (Mateus 19:24)? Por que não é pregado atos dos Apóstolos onde tudo era dividido igualmente e à ninguém faltava coisa alguma  (atos 2:44)?  E o  sofrimento e o desprendimento total de Paulo pelas coisas desse mundo?Assim como está escrito : “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11:1). Temos sido imitadores de Paulo ou de Cristo?

E mais ainda, por que não é pregado a Graça de Deus?

O que eu mais ouço são pregações sobre Moisés, Davi, Abraão, José e outros heróis da fé… o grande problema é que a mensagem é sempre a mesma: a vitória depois do deserto, o sucesso que veio depois do sofrimento, a riqueza depois da miséria…pregações onde o homem e suas necessidades são o centro de tudo!  Deus vai fazer,   Deus vai cumprir, Deus não esqueceu de você,  Deus vai te colocar em uma posição de honra (essa é boa… kkkkk…), Deus nunca fica devendo nada à ninguém…Oi? Deus devendo? Como assim? Enfim, um verdadeiro “festival de promessas” como diz a Rede Globo!

E as raríssimas vezes que é citado  a Nova Aliança é nesse mesmo contexto distorcido…outro dia eu ouvi o nosso querido irmão Caio Fabio dizendo que podemos citar o mesmo nome, mas se não citarmos exatamente o que essa pessoa  faz, o que ela pensa e quem é ela é apenas um nome qualquer, e é exatamente assim que estão pregando  hoje em dia, uma farsa, apenas um nome que se pode manipular, outro deus, outro jesus e não o Nome sobre todo nome, a Verdade que liberta, o Caminho que nos traz a salvação e a Vida em abundância espiritual, abundância de amor e de paz!

Se não pensamos e agimos dessa maneira:

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36)

“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou 
pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. (Mateus 6:25-34 )

“Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” (Mateus 6, 19-23).

A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. (Tiago 1:27)

Devemos repensar nossos conceitos e discernir quem é o nosso verdadeiro mestre!
[Autoria de Carla Bichara; Extraído do blog: Eu quero uma Igreja orgânica]

Discípulos de Jesus ou discípulos da ”igreja”? Faça o teste!

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Discípulos de Jesus são os que com Ele se identificam como Senhor, como Deus, como amigo e como Pai.
Eles entendem que Jesus veio implantar um Reino que não é “deste mundo”. Eles são capazes de servir e se doar sem um desejo escondido por ganância e promoção.Os discípulos de Jesus não servem só quando o Pastor está olhando. Eles muitas vezes, o fazem em secreto. Mesmo quando são “injustiçados” não proclamam sua causa publicamente. Sabem perdoar mesmo quando a ofensa é grande. Não manipulam passagens bíblicas para sustentar seus desejos maquiavélicos de grandeza e vingança. Não invejam ministérios e nem difamam por falta de argumentos.

Mesmo quando não concordam, sabem amar e separar o pessoal do social. Amam seus inimigos e não prometem retaliação. Discípulos de Jesus são a verdadeira Igreja que não conquistará a “política”, mas conquistará os corações. Esta igreja é perseguida, da mesma forma como os fariseus “religiosos” fizeram com Jesus. Esta, não é a maioria e está presente dentro e fora da Igreja Institucionalizada.

Já os discípulos da “Igreja” são constantemente vistos em brigas e dissensões dentro das suas comunidades da fé. Seu discurso de santidade só serve para o outro, pois sua fala não condiz com o comportamento marcado por inveja e fofoca. Adoram aparecer e se preciso for irão usar táticas carnais para derrubar aqueles que estão no caminho da sua promoção.

Usam o púlpito para indiretas e ofensas. Quando se levantam contra a Igreja de Jesus, geralmente não sucedem. Quando encontram pessoas de ponto de vista diferentes dos seus ou dos seus líderes, rotulam e dificilmente perdoam. Não sabem diferenciar a defesa do Evangelho do julgamento social.

O discurso de ganância é muito atraente para estes, pois seu coração se identifica com tais sentimentos. Eles querem mais desta terra mesmo que sua oferta seja a base da ganância. Usam Deus e seus “princípios” para decretar falência, derrota bem como benção e maldição. Enquanto os líderes desta Igreja enriquecem, o povo se distancia do Evangelho de Jesus.

Nesta Igreja os líderes são carismáticos, gananciosos e políticos (nem sempre politizados). Além disso, se auto declaram patriarcas, sacerdotes, apóstolos e vice representantes de Jesus. Não sabem, contudo que este Jesus deles já se apartou. Estes prevalecerão até que se cumpra a Escritura e a apostasia cresça (dentro da Igreja).

Faça o teste e veja onde você se encaixa!

(Fonte: Gospel +)

Do que é que a gente é discípulo?

Do que é que a gente é discípulo? A gente é das muitas catequeses…

Você percebe que precisa muito estar junto de outros crentes porque se você ficar um pouquinho afastado você perde a fé?

Você é do tipo que se converteu e rompeu todas as suas “amizades” do chamado mundo, porque senão você não iria jamais caminhar na fé?

Você é do tipo que se ficar exposto à pensamentos muito diferentes do seus, você se sente meio angustiado porque parece que as suas convicções estão sendo roubadas?

Você é daquele tipo que fica desesperado quando alguém diz alguma coisa sobre Jesus que possa lhe parecer que na cabeça dos outros Jesus vai se tornar menos desejável?

Você é do tipo que sente uma obrigação enorme de afirmar pra você mesmo que você crê nas coisas que você crê, porque lá no fundo você não tem certeza da maioria delas?

Você é do tipo que treme todinho quando entra na internet ou alguém envia um link pra você que, em sendo visitado, relativiza a Bíblia como Palavra de Deus, Jesus como Filho de Deus, a fé como meio único de vida com Deus?

É desse tipo? Se é, meu amigo, eu queria dizer o seguinte: você tem sido discípulo de crenças, de doutrinas, por isso você fica tão nervoso quando qualquer coisa chega e aparentemente questiona o pressuposto das suas crenças, dos dogmas nos quais você tá amparado. E aí o coração claudica, balança e se aflige, te perturba… e me escreve dizendo: “Você tem algum artigo que me ajude a não ficar nessa dúvida?” (…)

Se é… meu amigo, tem muita ‘vela’ na sua vida, muita ‘luz de neon’, muita ‘lamparina de terceiros’, mas A LUZ não acendeu aí dentro!

Sabe por que? Olha como é que Jesus começa: Ele começa perguntado o que os outros pensam dEle, depois é que Ele pergunta o que é que vocês pensam.

Porque a maioria dos discípulos que eu conheço se abala profundamente com o que os outros pensam.

Vocês imaginem um Pedro evangélico, andando por aí e ouvindo aquelas conversas: “Não, eu acho que Ele é João Batista… são parentes, tem tudo a ver, além do que, você já notou que nos últimos tempos Ele anda mais ousado? Tá ‘descendo o pau’ no pessoal igual João Batista? É João, baixou lá! Ele deu uma ‘tremilicada assim’ e além dEle entrou João: dois em um.”

Não tem nenhum registro no Evangelho de Pedro ‘saindo no tapa’: “Não é não! E sai dEle em nome de Jesus, espírito de confusão!” Ele só ouviu: uns dizem que Tu és João Batista, outros dizem que Tu és Elias, outros dizem que Tu és Jeremias ou algum dos profetas, agora nós ou eu, o que eu digo é que Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!

Porque o discipulado também não começa enquanto as vozes dos outros não deixam de me perturbar. Enquanto o que os outros pensam me perturba, eu não recebi ainda essa LUZ final que pra começar, tem que ser recebida. O paradoxo do discipulado é que ele não começa sem que A LUZ final comece em mim, sem que haja essa realidade FINAL no começo! O discipulado não começa se ele já não começar acabado, no sentido de que está definido: Tu és! O resto é processo em mim, mas isso está dito!

Enquanto o que os outros dizem ou pensam perturba demais a gente, o Caminho do discipulado não se fincou no coração.


(rev. Caio Fábio em "O Caminho do Discípulo - parte 1 - www.vemevetv.com.br/)