Testemunho de conversão do tataraneto do dr. Bezerra

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DE: Antonio Roosevelt Bezerra de Menezes Filho

Antonio representa a quarta geração do Dr. Bezerra de Menezes, o primeiro presidente da Federação Espírita Brasileira, além de vereador, deputado e prefeito do Rio de Janeiro. Depois de haver alcançado o topo de suas buscas esotéricas, ter tido contato com mortos, ter psicografado, adivinhado, visto e previsto o que era verdade a muitos, caiu em violentos fracassos econômicos e familiares, o que o fez entrar em desespero…

Meu tataravô era uma pessoa muito caridosa e respeitada; costuma dizer que aquele que não ajudasse um enfermo, ainda que pela madrugada, não subisse o morro e fosse socorrê-lo, não era um médico, mas um maldito. Um dos seus princípios básicos era o amor ao próximo. Nasci nesta família – família que seguia o kardecismo; e vivia o evangelho segundo Alan Kardec. Estávamos sempre nos centros espíritas, fazendo trabalhos. Lembro que tinha uma tia na umbanda, e por isso nos envolvíamos algumas vezes com a umbanda, outras com o kardecismo. Fomos nos aprofundando. Na casa dela sempre ocorriam manifestações sobrenaturais, ela recebendo espíritos que nos traziam mensagens de “Deus”. Outra tia, após o jantar, tirava a mesa, colocava a toalha branca e iniciava o trabalho de kardecismo, com orações e preces mediúnicas.

Na minha adolescência comecei a ter amizade com rapazes cujos pais eram donos de centros espíritas. E com isso fui seguindo cada vez mais a trajetória de toda a família. Passei a conhecer também outras religiões e outras seitas, pois quem se envolve com o ocultismo não fica restrito a uma única religião. Começa a ocorrer verdadeira saladas de coisas. Fui então para o Budismo e as religiões do Oriente; comecei a praticar Yoga e quatro artes marciais. Passei a me envolver com toda a ideologia da Nova Era; a buscar o poder e as realizações da mente. Andei atrás de coisas sobrenaturais – o poder latente da alma, o entrar em lugares sem ser visto, pensar em pessoas e elas surgirem. E comecei a me sentir cheio de poder…

Jesus sempre foi para mim um grande ser iluminado e um alvo para a minha vida. Imaginava que se continuasse a crescer espiritualmente seria um dia como Jesus, Gandhi, Buda, ou outro ser superior. E minha família continuava a conviver com o espiritismo, trabalhos, seções e operações mediúnicas. Um dia, quando trabalhava na construção de um edifício, dois reverendos vieram falar comigo de Jesus, um Jesus muito diferente daquele que eu conhecia nas reuniões kardecitas. Mas eu confesso que odiava os cristãos! Sempre que os via com a Bíblia na mão, ou debaixo do braço, ficava enraivecido. E quando via Bíblias com zíper, mais enfurecido ainda ficava! O pior é que um dia meu irmão chegou em casa com uma Bíblia daquelas distribuídas nos colégios. Ao vê-lo, fui logo dizendo: “taca fogo nessa Bíblia! Isso aí não é nosso! Nós somos espíritas, temos o evangelho segundo Allan Kardec; esse, sim, é o evangelho que vamos seguir!” Um pormenor interessante é que no evangelho segundo Allan Kardec, bem no começo, existe um texto que diz que no início o evangelho segundo Kardec chamava-se a “Imitação do Evangelho”. Então eu pergunto; quando queremos alguma coisa buscamos o original ou a imitação? Comecei a refletir, a ficar meio cismado…

Aqueles homens me diziam: “Bezerra, você está com muitos problemas… Você precisa de Deus em sua vida… Pessoas que não conhecem a Deus têm um único destino: a morte eterna…”. Eu então os interrompia, dizendo: “Há! Eu não acredito nisso! Primeiro, não acredito em diabo; segundo, não acredito em inferno. O homem morre, reencarna e tem uma outra vida”. Mas eles continuaram: Não. Você conhece apenas uma doutrina religiosa, mas não conhece Deus. E as pessoas que não conhecem a Deus só tem um destino: o inferno! E digo mais: se você tem problemas e não conhece a Deus, se a caso morrer hoje, seu fim será o inferno…” Saí muito abalado daquele encontro. Abalado porque embora acreditasse em outras vidas e na teoria reencarnacionista, me veio uma dúvida: “E se o que eles dizem for verdade?…” Fiquei muito preocupado. Lembro que não gostava da Bíblia, nem a lia nunca. No entanto, li um monte de livros, como o evangelho de Buda e na Rosa Cruz estudei profundas técnicas de estudo da mente. Mas de repente comecei a me interessar pela Bíblia, porque o que ouvira me despertou a curiosidade.

Costumava psicografar, ter revelações e contato com os mortos – assim como minhas tias e outros familiares. Eu era empresário, dono de uma construtora, e minha vida começou a ficar muito ruim, os negócios entrando em crise. Passei a me afundar cada vez mais no espiritismo, e a cair em desespero. O que aconteceu na verdade foi que comecei a seguir a tradição espírita verdadeira. Pesquisando a vida de Allan Kardec, descobri que na França – país onde ele fundou a religião – o espiritismo não subsistiu. Ele se perdeu totalmente, e hoje não tem influência na sociedade. Das ciências ocultas, só a magia negra tem hoje força na França. O próprio Allan Kardec, que em 1824 fundou uma escola idêntica a de seu amigo Pestallozzi, faliu. O Dr. Bezerra de Menezes, que foi prefeito do Rio de Janeiro e pessoa de renome, perdeu tudo o que tinha no final da sua vida. E até os meus avós perderam seus bens, ao se envolverem com o espiritismo. E não foi diferente comigo; minhas finanças começaram a seguir as tradições espíritas verdadeiras…Eu tinha uma empresa, e num determinado momento comecei a sofrer tremendas perdas. Cheguei a perdei quase 1 milhão de dólares em maus negócios!
A situação se tornou tão terrível, que minha vida ficou completamente acabada; virei um derrotado. Comecei a pensar realmente em suicídio; uma voz me sussurava: “Você já era! É hora de tentar o suicídio!” Eu era sócio do melhor clube da cidade: a Sociedade Hípica. Tinha quatro veículos, uma motocicleta, motorista particular, enfim, desfrutava uma vida estável, muito boa.

Aliás, eu anunciava a quantos podia que encontrara o caminho, a paz, a felicidade! Só que eu era espírita e, não satisfeito, incontrolável, fui me envolvendo com ocultismo japonês, Se-cho-noiê, Yoga, artes marciais, Igreja Messiânica, Nova Era, religiões orientais, seitas egípcias, cabala, etc. Então perdi a empresa, os carros e até a minha casa. Cheguei ao fundo do poço. Minha vida ia de mal a pior. Mas aquela conversa com os reverendos não me saia da mente. Lembro que não consegui esquecer algo que me disseram: “Quando você conhecer a verdade, ela vai libertá-lo!”.

Começou então uma grande briga no meu interior. Havia duas vozes. Uma dizia que eu devia acabar com a minha vida. Eu era campeão de tiro no exército; era simples. Bastava pegar o revólver e dar um tiro no ouvido. A outra dizia que Deus me queria vivo, e Ele tinha muitos planos para a minha vida. A luta no meu íntimo foi muito intensa. Foram 33 anos de resistência à voz de Deus.

Minha vida financeira estava um verdadeiro desastre; além disso minha mulher vivia no hospital, com o sistema nervoso abalado. E eu andava aborrecido, porque o espiritismo não conseguia resolver meu problema. A opressão dentro de mim aumentava cada vez mais. Até que um dia resolvi me candidatar a vereador de minha cidade. E ao entrar em campanha política procurei a Federação Espírita. Lá, a presidente me disse: “Você é nosso candidato ideal; precisamos de um vereador espírita na Câmara de Vereadores. Vamos apóia-lo”. Deu-me então uma lista de todos os centros espíritas da cidade. Havia centro espírita mesa branca kardecismo, umbanda, candomblé. Parti em busca de votos, e para isso me afastei da família durante seis meses. Abandonei minhas filhas e minha mulher. A situação ficou tão terrível que esta, num momento de grande agonia, me disse: “Eu não posso mais viver com você! Pegue as suas malas e vá cuidar da sua vida! Você não quer abandonar a campanha política, e eu preciso de você como chefe de família…Vá embora!”.

Com a família destruída, continuei a campanha. Um certo dia, quando cheguei num centro espírita, vi uma médium totalmente incorporada. Ora, eu não acreditava nem em Deus nem no diabo. No entanto a expressão daquela mulher me assustou muito! Ela tinha uma imagem distorcida…Seu rosto tinha uma expressão demoníaca. O susto foi tão grande que sai correndo daquele lugar. Foi terrível! De novo comecei a ouvir voz: “Quando você conhecer a verdade, ela vai liberta-lo!” Eu não gostava de cristão, nem de Bíblia, nem de nada. No entanto, agora começava a temer pelo futuro. Sofria muito; estava muito triste, louco para voltar para minha casa. Um dia um casal de amigos ex-espíritas – eles haviam feito um pacto no Vale do Amanhecer, em Brasília, e eram profundamente envolvidos com o espiritismo – me procuraram e me disseram: “Bezerra, aparece lá em casa; queremos conversar com você”. Como precisava de voto, fui até aquela casa pedir apoio para minha campanha política. Mostraria nossos planos para a cidade, as obras que precisava ser feitas e a legislação que necessitava de mudança. Lá pelo meio da conversa os dois me disseram: “Você precisa de Jesus… Você precisa conhecer a Deus!” Ao ouvir isso, caí com a cara no chão! Completamente desacordado. Comecei a lembrar o que Deus fizera em minha vida, sem que nunca me houvesse dado conta.
Uma vez fui assaltado por três homens; eles colocaram o revólver em minha cabeça e na barriga, levaram meu carro, e Deus me livrou. Noutra ocasião sofri um acidente terrível em São Paulo: meu carro pegou fogo e não morri. Também estive 22 dias internado, e 9 dias em coma no hospital, e sobrevivi. Sofri um terrível acidente na Via Dutra, quando um caminhão carregado de areia passou por cima do meu carro, eu e toda família dentro: ninguém morreu…Ali, com o rosto no chão, lembrando tudo aquilo, ouvi a voz de Deus me dizendo: “Você não quer, agora, deixar que eu cuide da sua vida de verdade? Não quer me entregar, agora, o seu coração?” Lembrando tudo, como se estivesse vendo um filme, e chorando por dentro, disse: “Sim, Deus, eu quero entregar a minha vida!” Quando disse isso, ouvi: “Bezerra, eu te recebo…” Ao abrir os olhos, chorando, vi diante de mim aquele casal de amigos.

Eles olharam para mim e disseram: “Bezerra, você quer entregar sua vida a Jesus?” E eu respondi: “Sim, eu quero!” Fiz minha primeira oração e entreguei a minha vida a Deus. Mas eu ainda tinha um problema muito sério; estava separado da minha mulher. Queria voltar para a família. Minha vida tinha sido muito complicada; eu era um péssimo chefe de família. Minha mulher e eu nos agredíamos verbalmente com palavrões, e a separação foi praticamente inevitável. Resolvi então retornar a casa e voltar a viver com ela. Foi terrível! Discutíamos muito. Até que eu desejei, do fundo do meu coração, juntamente com aquele casal, levá-la à Igreja. No dia marcado para isso, cheguei a minha casa e fui direto para o banheiro. Trancado, e chorando, fiz esta oração: “Senhor Jesus, salva a minha casa. Muda a minha vida! Transforma a minha família”.

No carro, durante o percurso, minha mulher foi o tempo todo discutindo comigo. Ela queria que eu reagisse; que brigasse com ela, e acabasse voltando do meio no caminho. No entanto, dentro de mim eu repreendia o mal e clamava pela ajuda de Deus. Quando chegamos à porta daquela Igreja, algo maravilhoso aconteceu. Deus encheu o meu coração e a minha alma transbordou de alegria.

A reunião foi maravilhosa. No final, o reverendo disse a ela: “Deus deseja que você e seu marido voltem a se amar”. Mas ela não aceitou. Contudo o reverendo tinha tanta convicção do que estava dizendo que respondeu: “Posso ir à sua casa e orar por sua família?” Ela respondeu: Pode, às 18 h”. (Respondeu afirmativamente porque sabia que na sexta-feira, às 14 h, assinaríamos a separação.)

Desesperado, e ao mesmo tempo confiante no que Deus poderia fazer na minha vida, liguei para o advogado e disse: “Olha, eu não quero mais assinar a separação”; “Mas é impossível! Está tudo preparado!”; “Por favor, não apareça aqui amanhã! Por favor não venha…”

E ele não foi. Na sexta-feira, desesperada, ela ligou muitas vezes para o advogado, mas inutilmente. Até que às 18 h chegou o reverendo. Confiante, ele pediu licença para orar. Enquanto clamava a Deus por nossa vida, disse que havia em nosso quarto um altar espírita de adoração. E descreveu-o com tanta precisão que minha mulher e eu ficamos muito impressionados. Chocado com aquilo, confirmei ser verdade. Então perguntei-lhe: “Que devo fazer?” “Amigo, quebre tudo!” – respondeu incisivo.

E o mais impressionante: enquanto eu quebrava o altar, minha filha de apenas dois anos de idade pegou uma Bíblia que eu tinha em casa – uma Bíblia histórica Barsa -, levou-a até minha mulher, abriu-a, apontou com o dedinho, e disse: “mamãe, lê aqui”. Minha mulher, sem entender nada, olhou e leu sobre o divórcio. Minha esposa começou a chorar… No dia seguinte, enquanto fazia compras, em profunda depressão ela pensou em várias maneiras de suicídio: atirar-se debaixo de um carro, jogar-se da janela do apartamento, tomar veneno, cortar o pulso etc. Mas não conseguiu. Deus estava operando na sua e na nossa vida.

Quando no dia seguinte voltamos à igreja, o reverendo perguntou do lugar onde estava ministrando: “Existe alguém neste lugar que já tentou tirar a sua própria vida muitas vezes, e ontem mesmo tentou o suicídio mais uma vez?” Naquele momento, totalmente contrita e desesperada, minha mulher levantou-se e entregou sua vida a Jesus. Nós nos reconciliamos, e nosso casamento foi completamente restaurado.

A saúde de minha esposa também foi restaurada! Hoje, graças a Deus, somos muito felizes e temos três filhas lindas. Tudo mudou. Eu sou um homem livre!

Antonio Roosevelt Bezerra de Menezes Filho

(Extraído do site: http://cadernoalfa.blogspot.com)

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2 Respostas para “Testemunho de conversão do tataraneto do dr. Bezerra

  1. oraçao mergulhada na limpesa espiritual das pessoas de minha familia da familia de minha esposa para que purifique almas de cada um deles fazendo uma oraçao forte que cheguer ate eles que o espirito santo de deus va visita eles onde eles tive que este pedido seja atendido imediatamente e pronto para que eles estejao ouvindo esta oraçao.

  2. Oi querida,
    Essa idade dos 12 anos é complicadinha mesmo.
    Eles oscilam muito entre o mundo infanti e o adolescente, os interesses são misturados: ora são muito adultos, ora muito cças!
    Tem que ter paciência e esperar passar…rss
    Se quiser trocar figurinhas mais detalhadas escreve no meu e-mail.
    Vc ainda tem, né?!

    bjs.

    Cláudia

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