Depois…

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Depois de um looongo e tenebroso inverno, cá estou de volta ao meu aconchego! Depois de muitas, MUITAS decepções com instituições, pessoas, situações… Depois de um casamento desfeito, da morte da minha mãe, de revoltas, depois de desacreditar do amor de Deus por mim e pelos meus, depois de duvidar do sacrifício de Cristo na cruz, depois de procurar em variados locais alguma resposta plausível pra tudo o que vivi, pra tudo o que sinto, e depois, finalmente, de antes de ontem, de uma conversa simples ao telefone com meu pai na fé, que assim como o Ser Supremo, nunca deixou de acreditar em mim e de me amar, e da intercessão de minha irmã lá do Japão que me levou à fé cristã, resolvi me dar de novo a chance de ser feliz, de viver em PAZ comigo e com o Universo! Mesmo que eu ainda tenha inúmeras dúvidas, mesmo que eu ainda me sinta hipócrita ao tentar louvar e adorar e até mesmo a orar, eu vou continuar tentando me reencontrar como pessoa, como partícula do Cosmos ou como alguns dizem: como filha de Deus!

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 36.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 13 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

NÃO QUERO MAIS SER EVANGÉLICO

Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante – o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por “profissionais da fé”. Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa “diabose”! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.

Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam – em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome “meu”, mas, o pronome “nosso”.

Para que os títulos: “pastor”, “reverendo”, “bispo”, “apóstolo”, o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei” de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes – chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!
Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao “instruí-vos uns aos outros” (Cl 3. 16).

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. “(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras “todo o Evangelho ao homem… a todos os homens”. Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que “acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos”, sem adulterar a mensagem.

“Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós diz o Senhor dos exércitos”. Seja um patrocinador desta obra, seja um colaborador de Cristo!

Que Deus te abençoe!

Escrito por Ariovaldo Ramos

Assista o vídeo de ED RENÉ KIVITZ

Filhos de Deus

Na cruz Ele se tornou pecado em nosso lugar, mas em Sua ressurreição nós nos tornamos o que Ele é, Santo, Filhos de Deus. Somos criados nEle.
A cruz exterminou nossa velha natureza, a ressurreição nos deu uma Nova, IGUAL A DE DEUS!
JESUS olha pra Sua Noiva e diz como Adão disse a Eva: “Essa afinal é OSSO DOS MEUS OSSOS, CARNE DA MINHA CARNE”. Mesma NATUREZA!

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Seu servo e amigo no Evangelho,
Eber Rodrigues